NÃO TEMOS TEMPO PARA PENSAR
“Isso não provoca a sensação de satisfação imediata.”


É inegável!
De uma forma geral, usamos o nosso tempo de trabalho, durante uma grande parte dos dias do ano, para “Apagar Fogos”.

São os dias em que programamos determinadas tarefas, não paramos um segundo, chegamos ao final do dia mentalmente exaustos e nem tempo tivemos para pensar. A sensação de satisfação até está presente, porque resolvemos uma série de problemas, mas não estamos verdadeiramente a progredir.

Não estamos a progredir como negócio.
Apenas porque o foco não está apontado para os resultados, mas sim para resolver de imediato o problema, seja de que forma for. No bom português “desenrasque”.

A verdade é que essa atitude não contribui para a consolidação de uma estrutura capaz de controlar a empresa.
Quando esses dias são regra, não exceção, tornam-se descontrolados, provocam ansiedade, desorientação e com a tomada de decisão no calor da ação, podem vir a ser prejudiciais para o negócio e imagem de marca.

Paramos agora mesmo para pensar.
Enquanto escrevemos este artigo, ponderamos que efetivamente alguns desses fogos tenham mesmo que ser apagados pelos executivos. Que isso nos sirva para entender novas formas de prever esses mesmos problemas e saber delegar futuras resoluções.

De qualquer das formas essa atividade de “apagar fogos”, não deveria ser da responsabilidade dos altos quadros ou decisores da empresa.
Acreditamos que uma boa parte desses problemas poderiam ser resolvidos pelos colaboradores internos, se tivéssemos dedicado tempo numa formação sobre o tipo de problemas ou situações que podem surgir no dia a dia e como as resolver.


— Neste momento você deve estar a perguntar, mas refletir em quê?
— Ou estará a afirmar que não tem tempo para refletir?
— Ou a sua preocupação é pensar como vai pagar as contas e os ordenados?

Qualquer umas destas questões é mais do que válida.
A única coisa que queremos garantir é que se usamos o nosso tempo para tentar dar resposta às questões anteriores, poderemos não estar a ir pelo melhor caminho.
Claro está que tudo depende da nossa estrutura organizacional, mas a missão e o papel dos executivos é usar o tempo para refletir.

Hoje, vamos desdobrar o Tempo de Reflexão em 4 atividades imprescindíveis.



1. PREVER PROBLEMAS
“Devemos usar o nosso tempo de reflexão.
Para prever problemas e procurar o que ainda não estamos a ver.”


Não isto não é uma capacidade atribuída aos astrólogos que conseguem prever o futuro, isto é mais uma das nossas obrigações enquanto executivos.

É indiscutível que podemos prever os problemas, se traçarmos um plano.
Por outras palavras, nós podemos evitar determinados problemas, se usarmos o nosso tempo a descobrir e implementar uma Estratégia Organizacional.


Ao planearmos estamos mais preparados para enfrentar possíveis problemas. Estamos capazes de responder de uma forma consciente, em vez de reagir de uma forma imponderada.
A Estratégia Organizacional, serve também para isso, tem a função de prever problemas.

Reagir, não é a mesma coisa que responder.
Reagir é automático e imponderado, é encontrar uma forma de se defender com aquilo que lhe aconteceu.
Responder é consciente, é ponderar e escolher a opção mais indicada de uma forma lúcida e inteligente. 

Quando pensamos em prever problemas através de um plano, associamos aos típicos filmes de ação que envolvem grandes assaltos a bancos ou a casinos. Os assaltantes definem o melhor plano do mundo, repleto de observações e ações meticulosamente estudadas, pensam num plano B, alguns no C, para os mais neuróticos chegam a ter um plano Z e quando estão no terreno algo impressível acontece.


Em casos menos dramáticos que um assalto a um banco ou um casino, essas imprevisibilidades podem ser facilmente resolvidas.

A nossa estrutura não é a única a ter problemas, é muito provável que outras já tenham passado pelo mesmo.
Identificar esses problemas, é procurar o que ainda não estamos a ver.
Perceber as barreiras existentes no setor e como os concorrentes as conseguiram ultrapassar, é prever problemas.

Uma outra forma de prever problemas, é criar novas barreiras à concorrência.
Fazendo com o que os novos players, trabalhem e invistam mais para conseguir entrar no setor.



2. RESOLVER VERDADEIROS PROBLEMAS
“Devemos usar o nosso tempo de reflexão.
Para pensar como vamos resolver os verdadeiros problemas.”

Verdadeiros no sentido em que só nós os podemos resolver.
Porque fomos nós que não os soubemos prever, porque fomos nós que os “provocamos”, porque a responsabilidade é nossa e de mais ninguém.

Não aquele problema de termos de enviar a fatura ao cliente X, ou termos de visitar o cliente Z, ou até pensarmos no problema com a ideia: “Se não sou eu a resolver isto, a empresa vai abaixo. Ninguém faz nada de jeito.”
Vamos lá ser verdadeiros, se temos pessoas a colaborar connosco e não sabem fazer nada de jeito, a culpa volta a ser nossa. Fomos nós que os contratamos.

Uma parte do nosso tempo de trabalho diário deve ser usado para resolver os verdadeiros problemas, todos os outros podem ser delegados.



3. SEPARAR A CAUSA DO EFEITO.
“Devemos usar o nosso tempo de reflexão.
Para saber separar a causa do efeito.”

O problema tem vai ter um efeito que tem e vai ser resolvido.
Mas também tem uma causa que muitas vezes é esquecida.

— Porque aconteceu esse problema?

Se não tivermos o cuidado em pensar no porquê do problema, depois de todo o nosso esforço de resolução, podemos até não o ter resolvido da melhor forma. O que fizemos foi dar-lhe um analgésico para aliviar as dores, mas não passamos ao bloco operatório para resolver futuras dores.

Aplicar uma mera resolução, pode num futuro a longo prazo criar-nos problemas ainda maiores. Usarmos o nosso tempo para identificar a origem dos problemas evita o aparecimento de novas metástases.



4. REAPRENDER AS REGRAS BÁSICAS
“Devemos usar o nosso tempo de reflexão.
Para relembrar e associar problemas ultrapassados.”

Quando o problema surge, o instinto é ir resolver.
Mas não sem antes, parar para pensar se já passamos por situações idênticas e se a sua origem pode estar associada ao novo problema.

Seria interessante e teria um enorme valor se documentássemos cada um dos passos da resolução dos antigos problemas. No futuro, esses documentos poderiam ser consultados pelos novos colaboradores, que saberiam resolver determinadas situações e com isso libertar tempo para pensarmos no nosso negócio.



- - -
PROCURA UM NOVO ENTENDIMENTO SOBRE AS SUAS NECESSIDADES E OBJETIVOS?

Agende uma Sessão de Consultoria com a nossa equipa, ou use a nossa plataforma de Perguntas e Respostas, para colocar as suas questões.
© Polina Tankilevitch