EU TENHO A PERGUNTA IDEAL!
“Encontrei-a na curiosidade, no entendimento e na aplicabilidade.”



Para quem nos acompanha com frequência, já se apercebeu que grande parte dos nossos conteúdos, exigem uma reflexão imposta pelas perguntas que colocamos nos diferentes temas. É habitual deixarmos espaço para um silêncio, que permita ao leitor responder às perguntas colocadas.

Este posicionamento e obsessão pelas questões conduz todo o nosso trabalho, onde o nosso valor é determinado pela qualidade das nossas perguntas.
Nesse sentido resolvemos escrever um pouco mais sobre o poder das perguntas. Na verdade, a interrogação é o ponto de partida para qualquer aprendizagem e evolução.

Quando perguntamos, é porque ou não sabemos ou estamos perante uma informação incompleta.
Nessa altura as perguntas certas ajudam-nos a agir corretamente. Abrem-nos espaço para uma visão mais ampla, permitem-nos prever determinados erros e encaminham-nos para uma decisão final mais assertiva.

Esta insistência por mais perguntas e consequentemente por mais respostas, obriga-nos a pensar de uma forma diferente e profunda. Ajuda-nos a procurar um novo significado e até a diminuir o peso que as respostas prontas têm no nosso dia a dia. No fundo, evita comportamentos automatizados.


Mas será que fazer tantas perguntas, nos faz parecer menos conhecedores sobre determinado tema e isso aparentemente nos torna inferiores?


Quando paramos de perguntar, resumimo-nos à insignificância e ao nosso mundo interno, acreditamos que já sabemos lidar com aquela situação e resignamo-nos ao nosso individualismo.

Deixar de fazer perguntas, faz com que entraremos num modo automático. Deixamos de questionar porque nos acostumamos às “coisas como elas são” e excluímos a hipótese de “como as coisas poderiam ser”.

O natural no ser humano é demonstrar que sabe a resposta. Vivemos na ansiedade de ter resposta para tudo, de preferência o mais rápido possível. No entanto, torna-se bem mais valioso aprender a colocar as perguntas certas do que responder assertivamente.

Quando pensarmos ter todas as respostas não passamos à ação, mas sim, limitamo-nos a mudar as perguntas. Não vamos direto às soluções e reservamos um tempo para mapear o problema, ponderando o máximo de perguntas possíveis relacionadas com o problema.

Este tipo de perguntas a que nos referimos, advêm de um amplo pensamento estratégico. São perguntas fundamentais e contrárias ao habitual, é o ato de inverter o processo e pensar na forma inversa.

A capacidade de desenvolver este tipo de perguntas estratégicas, não é para ser adquirida de um momento para o outro, requer treino e insistência. A boa notícia é que você pode treinar com qualquer pessoa, amigo ou familiar e em qualquer situação.



Trabalhe e desenvolva perguntas com base em 3 simples conceitos.

1. PORQUÊ? > desperta a Curiosidade
Aspeto básico e inerente a todo tipo de perguntas.

2. E SÊ? > entrega um Entendimento
No caso de não percebermos ou da resposta não ter sido suficientemente esclarecedora, voltaremos a perguntar até chegarmos a um entendimento total. Desta vez usando a técnica de inversão do processo, colocar as perguntas ao contrário.

3. COMO? > termina na Aplicabilidade
Refere-se ao facto de se colocamos determinada pergunta, onde a resposta nos vai levar. Qual o propósito desta pergunta que vou realizar, onde queremos chegar.



Fazer a pergunta certa pode ajudar-nos a identificar e a resolver problemas, desencadear ideias audaciosas e encontrar oportunidades únicas.

Não, muito pelo contrário. Responder mais do que pergunta não o faz sentir mais seguro.
© Kyle Johnson