NECESSIDADES ESTRATÉGICAS ADAPTADAS A PEQUENAS EMPRESAS
“Reduzidas a 6 resultados essênciais”



Num contexto geral e por definição popular, a Estratégia é digna e apontada para as grandes organizações. Este é um erro comum que se tornou num paradigma empresarial e precisa de ser desmistificado.

A Estratégia não tem, nem deve estar destinada apenas a grandes organizações.

Vamos por de parte a ideia de que para descobrir e implementar uma Estratégia, é necessário investir quantias avultadas de dinheiro. Em vez de pensarmos no dinheiro como entrave, vamos afirmar que o maior bloqueio é mesmo o fator “cultura”. É com uma mudança cultural que tudo começa.


A entidade responsável pelo negócio, está disposta a apoiar-se num plano rigoroso e consistente que gere as suas decisões e alinha a equipa de trabalho?

Se sim, avançaremos para a descoberta.
Se temos uma menta aberta e disposição para abdicar de eventuais alterações à cultura interna, devemos efetivamente descobrir e implementar uma Estratégia de Negócio e Comunicação.


Mas afinal quando é que uma Estratégia é necessária?

Na verdade toda e qualquer organização necessita sempre de uma estratégia, seja esta descoberta no início da formação do negócio ou em qualquer outra altura.
A necessidade de ter uma Estratégia pode ser configurada apenas sobre duas condições vitais.
a) Procuramos novas oportunidades.
b) Aspiramos superar problemas existentes.

Aplicada ao contexto de pequenas empresas, a Estratégia está muito dependente apenas da experiência pessoal do fundador, que valida ou não, as opções presentes atualmente no negócio. Nesta qualidade de empresas é mais do que natural que o fundador se centre nos seus próprios pensamentos e ações. Neste caso é importante relembrarmos que ter uma Estratégia, requer uma capacidade de adaptação a ambientes de mudança.


Hoje, vamos revelar 6 resultados essenciais, que surgem após a implementação de uma Estratégia de Negócio e Comunicação em pequenas empresas.

1. DESENVOLVE PRINCÍPIOS ORIENTADORES
Princípios estes que devem partir do fundador, mas que obrigatoriamente têm de ser debatidos entre todos os colaboradores, para que lhes seja dada a oportunidade de participar no negócio.

O envolvimento entre todos, garante uma responsabilidade, compromisso individual e em equipa e alinha todas as ações necessárias para ver o planeamento estratégico cumprido.

Devemos ter a preocupação em garantir que a nossa Estratégia é partilhada, ajustada e compreendida entre todos os intervenientes da organização. Preferencialmente deve ser passada aos fornecedores e colaboradores externos e idealmente divulgada ao mercado pelos nossos clientes atuais.



2. ANALISA E COORDENA FATORES INTERNOS E EXTERNOS
É sempre complicado, por vezes até emocionalmente difícil, acompanhar todas as funções típicas de uma gestão empresarial.

Coordenar fatores internos implica: angariar contactos, vender, gerir clientes, executar o trabalho, emitir de faturas, realizar cobranças, tratar da contabilidade, distribuir e dar prioridade aos investimentos, divulgar a marca e muitas outras obrigações. Para além disso precisamos de reconhecer as capacidades dos atuais recursos humanos e distribui-los por diferentes funções e responsabilidades.

Esta é a realidade das pequenas empresas, temos de saber e fazer um pouco de tudo.

Por outro lado, temos de nos dedicar aos fatores externos que implicam centrarmo-nos nãos movimentos da concorrência, nas alterações comportamentais do consumidor e na flutuação económica nacional.

No entanto, aquilo que precisamos de ter bem presente é que o nosso papel como gestores, passa por investir mais tempo a pensar no negócio do que a trabalhar no negócio.
Por outras palavras, devemo-nos centrar numa economia de conhecimento em detrimento do ato de executar. Quanto mais cedo nos apercebermos desta premissa e atuarmos nesta direção, melhor.



3. DESENHA UM NOVO CONJUNTO DE SISTEMAS
Tomamos como ponto de partida, que os serviços dos pequenos negócios são facilmente adaptados ao cliente e oferecem soluções 100% personalizadas.

Se estamos a montar uma Estratégia — com perspetivas a longo prazo — é porque procuramos um crescimento, e se o procuramos temos de começar a otimizar os sistemas e processos.

Tudo aquilo que conseguirmos tornar cada vez mais automático, joga a nosso favor e atribui espaço para outras responsabilidades. São inúmeras as opções digitais, disponíveis no mercado, que se adaptam às necessidades e carteira de cada negócio.

Não precisamos de nos preocupar com a ideia de perdermos esse contacto — que tanto privilegiamos — personalizado com o cliente. Essa personalização estará sempre presente, tudo depende da empatia e relação entre colaborador e cliente.



4. ASSUME ESCOLHAS RACIONAIS COM BASE NA PREVISÃO DAS CONSEQUÊNCIAS
Enfrentamos diariamente inúmeros desafios de diferentes complexidades. Decidimos com base na nossa experiência e intuição, no entanto, em algum momento da vida profissional surge um entrave que envolve um risco maior do que o habitual.
Nesta altura, é natural que prolonguemos a nossa decisão, empurrando problema até que este se torne invisível. A curto prazo esse empurrão pode não ter grandes efeitos, mas a longo prazo pode tornar-se num problema ainda maior.

Implementar e seguir uma Estratégia, prevê e supera eventuais ameaças e garante uma confiança sobre a tomada de decisão. Quanto mais não seja, porque a Estratégia foi delineada por todos e as decisões acabam por ser o resultado do caminho escolhido.



5. APROVEITA AS OPORTUNIDADES
Poderemos afirmar que o aproveitamento de oportunidades pode acontecer com ou sem Estratégia definida. Contudo uma oportunidade será garantidamente melhor conduzida, se estiver alicerçada por uma Estratégia pré-definida.

A implementação de uma Estratégia, permite-nos saber de imediato se aquela oportunidade é para aproveitar ou excluir. Evitando assim perdas de tempo e dinheiro a perseguir algo que não está alinhado com os nossos objetivos estratégicos.



6. DEFINE PRIORIDADES, MANTENDO O FOCO NO RESULTADO
Estarmos revestidos por uma Estratégia é sobretudo concentrarmo-nos nas nossas ações prioritárias com foco nos resultados. Por outras palavras, é garantir que aplicamos toda a nossa energia até que o resultado apareça.

A maior parte de nós cumpre tarefas que estão descritas numa listagem de afazeres, em função do esforço ou número de tarefas cumpridas.
A questão não se prende com a quantidade de tarefas que desempenhamos durante o dia, mas sim, com o resultado que o cumprimento dessa tarefa nos pode trazer.

— O que você faz diariamente a que resultado o leva? A mais uma cruz, numa check-box ou a algo específico?
— Essa tarefa é prioritária em relação à próxima? Porquê?
— O que acontece se não a realizar?

Trabalhar em função do esforço, é apenas uma forma de pensarmos e dizermos em voz alta, que se o resultado não aparecer a culpa não é nossa, até porque fizemos tudo que estava ao nosso alcance. No entanto isso não é o suficiente.

Fazer algo em função do resultado implica um envolvimento, implica embrulharmo-nos nas tarefas que estão organizadas e apontadas para o cumprimento do plano estratégico.

É muito diferente trabalharmos para cumprir uma série de tarefas soltas, desprovidas de relações entre si, do que trabalharmos num envolvimento e compromisso.



Depois de desmistificado o mito de que a Estratégia é apenas para as grandes organizações e de apontados 6 resultados essenciais para quem implementa uma Estratégia, que outras condições o impedem de descobrir a sua?

© Vlada Karpovich