CULTURA EMPRESARIAL
“Como reescrevemos velhas teorias?”

 

Independentemente da estrutura empresarial e da forma como organizamos a empresa, à medida que a nossa presença no mercado se prolonga, torna-se cada vez mais carregada de tarefas, atividades e distrações.

Com o conhecimento e experiência, muitas vezes inconscientemente, delineamos processos através do reconhecimento de padrões, não só sobre observações, mas também sobre as nossas execuções diárias. Esses padrões estão tão enraizados que automaticamente transformam-se na nossa propriedade e estabelecem uma confiança e sensação de que sabemos as respostas ideais.

Mas será isto o suficiente para ir ainda mais longe?
Na verdade, tudo está sujeito à mudança, independentemente do que diz a nossa sabedoria e experiência.
Quando somos confrontados com a ideia de mudança, a resposta imediata passa por “Faço o que faço porque sempre assim se fez.”, ou na melhor das hipóteses “Consolidei-me ao longo dos anos, porque é que hei de recomeçar agora?”

Tudo começa com o estigma de que fomos ensinados a ter uma vida produtiva e não a por em causa cada situação. Quando ultrapassado, damos um passo em frente e procuramos criar um espaço na nossa agenda para recuarmos e questionarmos. Estamos agora predispostos a entrar na “zona de conhecimento zero”.

Para que isso aconteça na sua melhor forma, tem de existir um espaço, um intervalo e em alguns casos até uma suspensão das nossas atividades.
Recuar e questionar a nossa própria cultura, não é uma tarefa fácil.
Apesar de estarmos a questionar tudo aquilo que já sabemos e a por em causa a nossa cultura.
— Porquê que fazemos o que fazemos?
— E se pudéssemos levar isto para um outro nível?
— Como o poderíamos fazer de outra forma?

O objetivo inicial não é gerar mais ideias, mas sim treinar o cérebro a considerar outras hipóteses.
Embora aqui estejamos apenas a referir-nos aos processos e sistemas empresariais, devemos avaliar e pensar mais além dos tradicionais problemas diários.

As empresas não se podem limitar ao que sempre fizeram ou ao que já sabem.
“Nunca foi tão fácil uma start-up ultrapassar um líder de mercado.”

Isto acontece exatamente pela capacidade das novas empresas questionarem e lançarem a si mesmo perguntas desafiadoras, perguntas inocentes.
É necessário trazer novas questões que repensem todos os processos e sistemas, só desta forma garantimos um foco e certeza sobre as opções a tomar.

Para que a empresa adote uma nova estratégia, precisa de se afastar tudo que lhes dera tanto trabalho a construir.
— Como é que reescrevemos velhas teorias?



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© Anna Shvets